Ilhabela propõe criação do Programa Cachoeira Limpa
Ilhabela foi representada no Seminário de Sustentabilidade e Pré-Sal, realizado nesta terça-feira (12/05), na sede do Centro Universitário Unimódulo, em Caraguatatuba, e que contou com a presença de aproximadamente 300 pessoas. Presente no evento estava a secretária de Meio Ambiente, Cristina Hirakawa, o presidente da Câmara, Valdir Veríssimo, e os vereadores Jadiel Vieira (Keko), Marcelo Santos, Jovelino Brito (Jove) e Luiz Mário
A secretária de Meio Ambiente participou no painel com o tema “Desenvolvimento e Manejo Consciente”, e na oportunidade ela solicitou ao gerente da Sabesp, Raul Christiano, a criação do “Programa Cachoeira Limpa”.
“Temos já no interior de São Paulo o ‘Programa Rio Vivo’ e em Santos o ‘Canal Limpo’. O Litoral Norte merece um projeto e nada melhor que cuidar dos nossos rios, córregos e cachoeiras da região. Muitas vezes a poluição das nossas praias é originária de uma cachoeira”, explica Cristina Hirakawa, que informou também que somente em Ilhabela existem mais de 300 cachoeiras.
Além disso, a secretária cobrou maior agilidade nas obras e investimentos da concessionária em Ilhabela.
“Temos apenas 4% do esgoto tratado e coletado, mesmo com cinco obras em andamento. Saneamento básico é o problema número um que queremos tratar, pois afeta a saúde pública e o turismo. Vamos cobrar da Sabesp a antecipação de seu cronograma de obras na cidade”.
O gerente da Sabesp disse que nunca na história foram anunciados tantos investimentos para o Litoral Norte.
“Demagogia ou não, o planejamento da Sabesp é focado e vai cumprir todos os prazos, mas os municípios precisam se planejar, principalmente no controle e fiscalização de invasões”, esclarece.
Pré-Sal
O Seminário teve ainda o painel “Desenvolvimento Sustentável na Exploração do Pré-Sal”, com a palestra de José Luiz Marcusso, gerente geral da Unidade da Bacia de Santos.
O prefeito de Ilhabela, Toninho Colucci, foi representado pelo presidente da Câmara, Valdir Veríssimo. O debate teve ainda a presença do prefeito de Ubatuba, Eduardo César, de São Sebastião, Ernane Primazzi, do secretário de Meio Ambiente de Caraguatatuba, Campos Júnior, além de Nelson Abreu, presidente do Conselho Nacional de Turismo, e de Marcello Alves, professor do curso de Petróleo e Gás do Centro Universitário Módulo.
Eduardo César, prefeito de Ubatuba, sugeriu criar a Carta do Litoral Norte com as reivindicações e preocupações ambientais no Litoral Norte, em face das obras da Petrobras no Campo de Mexilhão.
“Temos que discutir a sustentabilidade de forma regrada. Para termos qualidade de vida daqui a 20 anos precisamos desenvolver, mas preservar”, explicou.
Valdir Veríssimo, presidente da Câmara de Ilhabela, foi além e pediu maior compensação financeira por parte da estatal em função dos riscos oriundos das obras.
“Quero complementar a proposta do prefeito de Ubatuba, pois é importantíssimo para a região. Essa atitude reforça a preocupação com os investimentos anunciados pela Petrobras”, comentou.
Uma reunião entre os técnicos das quatro prefeituras do Litoral Norte, corpo docente do Unimódulo e representantes da Petrobras, será marcada para a próxima segunda-feira (18/05), para tratar como a Petrobras pode ajudar as cidades a solucionar problemas como lixo e georeferenciamento.
A proposta foi aceita pelo gerente geral da Petrobras, José Luiz Marcusso, que finalizou o painel fazendo um alerta aos representantes das cidades.
“Não podemos transformar o Litoral Norte em uma Macaé, com migração e um rastro de miséria. Se a Petrobras é auto-suficiente é porque acredita no Brasil”, comentou, informando que a estatal construirá até 2020, 22 plataformas no Campo de Mexilhão, produzindo 1,8 milhões de barris por dia.
Para finalizar Marcusso falou dos investimentos da Petrobras em projetos. “Dos 22 projetos contemplados no Litoral Norte, 11 deles serão destinados às comunidades tradicionais e pesqueiras de Ilhabela. Os projetos prevêem liberação de verbas para aquisição de geradores, câmaras frias, ou seja, equipamentos para melhorar a geração de renda desta comunidade”, finalizou.
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